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BRAMON | Chuva de meteoros Lirídeos (LYR)
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Chuva de meteoros Lirídeos (LYR)

A chuva de meteoros Lirídeos não é das mais fortes do ano. Mas, após uma pausa de pouco mais de três meses com baixa atividade surge reabrindo a temporada 2017 par atividade meteorítica mais relevante.

Constelação de Lira

Os Lirídeos iniciam sua atividade, geralmente em 16 de abril de cada ano, com o máximo ocorrendo entre os dias 21 e 22 e encerrando a visibilidade em 26 de abril. A taxa máxima fica em torno de 10 meteoros por hora. Mas existem razões que tornam a chuva LYR interessantes. Primeiro: as observações deste radiante tem sido feitas desde um passado remoto com mais de 2600 anos. Isto é, possui maior histórico de observações que qualquer outra chuva catalogada. Segundo: esta chuva de meteoros possui estranhos picos de atividade. Em certos anos, chegou a ter mais de 100 meteoros por hora. Este comportamento dos LYR é imprevisível.  Outra característica própria é que existem várias chuvas menores acontecendo simultaneamente. São os casos da pi Puppids e April Ursids, que possuem seus máximos em datas adjacentes ao máximo LYR.

Mas, se ao avistar um meteoro, você mentalmente traçar a trajetória do mesmo e esta levar seus olhos à constelação de Lira, bem provavelmente você terá visto um meteoro Lirídeo.

História:

Durante a infância da Astronomia ligada á observação de meteoros, muitos picos de atividades ao longo dos anos foram registrados. Um destes picos estava associado à chuva Lirídea. Dominique François Jean Arago (1786-1853), usando o pensamento análogo ao empregado aos Leonídeos, iniciou pesquisa em 1835 para comprovar que a atividade dos LYR era anual.  Aquele físico francês encontrou evidencias de atividade recorrente a cada 22 de abril. Edward C. Herrick (1811-1862) conduziu com Francis Bailey (1774 – 1844) conduziram uma campanha observacional em 1839. Perceberam uma atividade de meteoros bem definida em 19 de abril, mas a mesma apresentou-se fraca. Herrick também encontrou registros em 1095, 1096 e 1122, que davam conta de meteoros  nos mesmos períodos de abril. A parte disso tudo, uma nova campanha foi organizada em 1864. Alexander Herschel estava envolvido desta vez. Ali, muitos meteoros foram registrados e pareciam partir da constelação de Lira. A noite era a de 19-20 de abril.

Em 1866, a chuva anual das Perseidas foi associada ao cometa Swift-Tuttle e os Leonídeos foram apontados como tendo o recém descoberto cometa Tempel-Tuttle como fonte geradora.

O ano de 1867 ocupou muitos astrônomos nas discussões sobre a influência dos cometas na produção de chuvas de meteoros. Edmund Weiss ocupava-se calculando a aproximação de cometas com a órbita da Terra. Este estudo apontou o cometa Thatcher (1861 I) como rendo um momento de aproximação com a orbita da Terra com valor de 0,002 UA (aproximadamente 300.000 km) em um 20 de abril. mais tarde, mais ainda no mesmo ano Johann Gotfried Galle (1812 – 1910) confirmou matematicamente a relação entre o cometa Thatcher e a chuva LYR desde março de 16.687 A.C.

Edmund Weiss

O pico de atividade dos meteoros LYR tem se mostrado consistente ao longo dos anos, com valor oscilando entre 5-10 meteoros por hora. Mas em alguns anos a atividade aumenta enormemente. Sempre através de um mecanismos não elucidado.

A duração desta chuva é curta. Com manutenção de 1/4 da atividade em até quatro dias após o máximo. O período orbital da chuva já foi calculado por vários astrônomos e sempre se chegou a resultados discrepantes. As perturbações gravitacionais dos planetas tem dispersado muito a esteira de detritos. E isto é bem fácil de compreender, uma vez que a trilha possui no mínimo 2600 anos.

 

Todos as imagens estão sob a licença CC BY-SA 3.0

Imagem de Edmund Weiss – Richard SchmidtU. S. Naval Observatory, Washington, DC, Asaph Hall Collection

Fonte: Meteorshowersonline. Tradução e Edição: Lauriston Trindade

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