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BRAMON | Personagens da Ciência de Meteoros – Parte III
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Personagens da Ciência de Meteoros – Parte III

Muitos leitores dirão que não existe muita similaridade entre meteoros e cogumelos. mas terão que aceitar o caráter imprevisível de suas aparências. Aristóteles dizia que os fungos eram produto da geração espontânea. Já Plutarco (146 – 170 d.C.)explica no Livro IV de seu Symposiacs, explica que cogumelos surgem quando relâmpagos tocam o solo.

Plutarco (146 – 170 d.C.)

Em 1790, Eramus Darwin escreveu um poema onde havia um reforço da associação entre relâmpagos e cogumelos após as tempestades.

Em posts anteriores desta série vimos que existia uma associação entre meteoros e relâmpagos, como os dois fenômenos sendo ignição de vapores.

No século XIX, começa a ganhar força a crença de que as pedras, que supostamente caíam do céu (meteoritos) eram geradas por relâmpagos. Aqui no Brasil, surgiu o conceito de “pedra de raio” ou “pedras de corisco”.

E sobre os cogumelos, existiam formas fantásticas de também serem gerados. Na Itália surgiu uma ideia bem curiosa: a cada 10 de agosto e 11 de novembro um dragão alado saia a voar pela noite, cuspindo fogo para a Terra. Mas, os restos deste fogo somente seriam revelados sete anos mais tarde. Assim, como na crença das pedras de raios, que somente iriam aflorar da terra sete anos após o relâmpago. O local seria marcado por um círculo de cogumelos.

Círculo de cogumelos – a crença que o local marcaria o floramento de pedras de raios.

No período medieval, os brilhantes meteoros eram chamados popularmente de Draco Volans. Curiosamente, as noites em que supostamente o dragão voava, são próximas aos picos das chuvas de meteoros Perseidas e Leonídeos.

Temos também a versão irlandesa das Perseidas como sendo as Lágrimas de São Lourenço.

de qualquer forma temos algo a notar de importante nestas lendas: a de que o fenômeno dos meteoros possuía regularidade em certas datas, sendo pois, um fenômeno cíclico. Vale notar também que tanto na versão do dragão ou das lágrimas de um santo cristão, a origem dos brilhantes rastros no céu, já apontava para algo extraterrestre. Apenas não havia a roupagem científica necessária.

É muito importante preservar a percepção histórica e folclórica sobre os meteoros e as chuvas de meteoros. São pistas para compreendermos um pouco mais sobre a evolução e dinâmica dos mesmos.

Imagens sob licença CC 3.0. Pesquisa e Edição: Lauriston Trindade*

*Lauriston Trindade é graduando em Física pela Universidade Estadual do Ceará. Co-descobridor de chuva de meteoros. INtegrante da BRAMON desde 2015. Membro da International Meteor Organization (IMO).

Personagens da Ciência de Meteoros – Parte II

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