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BRAMON | Estação BRAMON – UECE/FECLI Campus Iguatu.
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Estação BRAMON – UECE/FECLI Campus Iguatu.

                                                           

No último dia 28 de maio mais uma estação BRAMON se abrigou na Universidade Estadual do Ceará. Desta vez no campus da cidade de Iguatu, distante 380km de Fortaleza.

A estação está sob guarda e operação do Grupo de Estudos em Astronomia Zênite, com coordenação do Professor Leonardo Tavares.

A história da implantação desta estação no interior do Ceará começa com a aquisição do kit de equipamentos pelo aluno do Curso de Graduação em Física, Rafael César¹, ainda em 2017 e instalação pelo GEAZ no último mês de maio.

Montagem da estação GEAZ

Alguns alunos junto com o professor Leonardo Tavares².

Câmera da estação GEAZ/BRAMON instalada no prédio do Laboratório de Astronomia (UECE/Iguatu).

Um dos objetivos essenciais da BRAMON é oportunizar a construção do conhecimento sobre Astronomia, através de uma ferramenta prática que é a estação de monitoramento de meteoros. Assim, encontrar abrigo em instituições de ensino em quaisquer níveis e mantidas por qualquer esfera coaduna com tal objetivo.

A estação GEAZ vem se integrar a uma constelação de instituições de ensino que já fazem parte da BRAMON, ampliando suas ferramentas pedagógicas e propiciando a obtenção de mais dados para pesquisas próprias ou compartilhadas.

A BRAMON deixa bem claro em seu estatuto, que o uso de dados de meteoros, satélites, lixo espacial ou TLEs é de propriedade da estação que efetuou o registro, mas que a mesma fornece estes mesmos dados para uma base geral, consolidada, de acesso transparente para interessados em conduzir pesquisas.

Assim, no Ceará, temos duas estações vinculadas à Universidade Estadual. A estação OTTO, no campus do Itaperi (Fortaleza) e a recém instalada estação de Iguatu.

Uma estação de monitoramento de meteoros oferece muito níveis de produção científica. Desde uma estação operando sozinha, sem possibilidade de efetuar triangulação de meteoros até trios ou quartetos de estações que propiciam triangulações de alta acurácia.

Usando como exemplo a estação GEAZ, muitos trabalhos podem ser feitos. Desde a criação de registros de distribuição estatística das características de ocorrência de meteoros, trabalhos que envolvam espectroscopia de emissão atômica de tais meteoros, cálculos de trajetórias, distribuição mássica de chuvas de meteoros, refinamento de dados orbitais de chuvas já catalogadas, descobertas de novos radiantes. Além de atuação em áreas como Matemática, Física clássica, Geografia, Química e Cartografia.

Os primeiros resultados

Em operação desde 28 de maio de 2018, a estação GEAZ já possui em seu acervo de registros, um bom número de meteoros. Nesta etapa, é fundamental o treinamento das pessoas envolvidas em sua operação. O professor Leonardo Tavares tem repassado ponto a ponto as várias etapas que  envolvem o registro de análise dos meteoros. Uma equipe mínima está sendo formada para entender o operacional e a teoria que existe no background do dia a dia de uma ferramenta como aquela.

Após avaliarmos as condições geográficas envolvidas, decidimos que a estação GEAZ iria fazer par com a estação MPE (Maranguape – Ceará). As duas câmeras, trabalhando juntas, iriam cobrir um quadrilátero com vértices em  Solonópole, Boa Viagem, Canindé e Morada Nova. E assim começamos os primeiros testes.

Logo começaram os primeiros registros em comum às duas estações e isso possibilitou, imediatamente, iniciar os treinamentos para os cálculos das órbitas daqueles meteoros em comum. Aqui vamos usar um meteoro como exemplo.

Projeção do registro de um meteoro ocorrido em 11/06/2018 às 05h52min24s UTC.

Visão de polo da órbita do Meteoro de 11/06/2018 às 05h52min24s UTC

Visão de topo da órbita do Meteoro de 11/06/2018 às 05h52min24s UTC

Os elementos orbitais determinados para este meteoro foram:

Vg = 62.8km/s

a = 14.0 UA

q = 1.0 UA

e = 0.927

Peri = 186.1

Node = 80.0º

Incl = 125.6º

Associado à chuva JIP.

Muitos outros meteoros já foram registrados e muitas outras órbitas já foram determinadas nestes 15 dias de operação.

Projeção da trajetória de alguns meteoros pareados entre as estações GEAZ e MPE.

Os próximos passos

Segundo o prof. Leonardo Tavares que coordena tanto o Curso de Física quanto o projeto BRAMON junto ao grupo de Estudos em Astronomia Zênite, ” a estação GEAZ1 tem como objetivo trabalhar a pesquisa científica relativas ao cálculo da órbita, análise química dos meteoroides e dados referentes a outros fenômenos coletados pela estação nos céus de Iguatu. Além disso, e de fundamental importância, é o uso da GEAZ1 como uma ferramenta de ensino e divulgação científica para os estudantes da Educação Básica na região Centro-Sul do Ceará”. Uma vez que várias linhas de pesquisa podem ser abertas, todos tendem a ganhar. A BRAMON terá mais uma estação para coleta de dados, a Universidade incrementa a interdiciplinaridade, o curso de Física ganha novas abordagens e linhas de pesquisa, os alunos ganham flexibilidade de campos de estudos, a cidade de Iguatu também ganha ao se inserir no mapa da astronomia de meteoros no mundo.

A BRAMON é uma das maiores redes de monitoramento de meteoros do mundo. Preza pela qualidade e oportuniza o engajamento de todos.

  1. Rafael César é graduado em Licenciatura em Física.
  2. Leonardo Tavares é graduado em Matemática (UECE) e Licenciatura em Física (UECE), com mestrado em Matemática (UFC). Coordenador do Curso de Física da UECE/FECLI.

            Imagens: GEAZ, UFO Analyzer, Universe Sandbox2 e Google Earth.  Texto e edição: Lauriston Trindade*

*Lauriston Trindade é Técnico Químico (IFCe). Co-descobridor de chuvas de meteoros. Integrante da BRAMON desde 2015. Membro da International Meteor Organization.

 

 

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