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BRAMON | Cometas: uma breve história – Parte III
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Cometas: uma breve história – Parte III

Immanuel Kant. Propôs a “Hipótese nebular”.

Isaac Newton desenvolveu uma teoria da Física e Immanuel Kant(1724-1804) resolveu edificar sua Filosofia a partir disso. Kant tinha tanto interesse por Ciência que em 1755 ele propôs que o sistema solar foi formado a partir da condensação de uma nebulosa de gás. A hipótese nebular foi reconhecida como a primeira teoria moderna da formação do sistema solar. Os cometas também estavam na proposição de Kant.

O cientista francês Laplace (Pierre-Simon Laplace 1749-1827) publica em 1805 o “Mecânica celeste”, onde descreve uma teoria de formação do Sistema Solar evoluída a partir das ideias de Kant. A questão é que os cometas possuíam, por vezes, órbitas exageradamente excêntricas e pareciam surgir de qualquer direção. Isso o fez supor que os cometas tivessem origem fora do nosso sistema solar. No espaço interestelar. Esta visão de Laplace permaneceu sustentável até a segunda metade do século XIX. Mas, ao perceber-se que o Sol se movia em torno do centro da Via Láctea e, por consequência, todo o sistema solar, deveria existir uma maior taxa de ocorrência de cometas surgidos a partir da direção do movimento do Sol. Mas isso não era verdade.

Já Schiaparelli ( Giovani Virginio Schiaparelli – 1835 -1910) sugeriu que os cometas habitavam uma nuvem que rodeava o Sol. Tal visão foi aceita, de forma mais geral, somente algumas décadas depois.

O século XIX seguiu com muitas descobertas de cometas periódicos. Veio o Encke (Johann Franz Encke – 1791 – 1865), cometa periódico com período curto: 3.3 anos.   Já em 1826, Wilhelm von Biela (1782-1856) registra um cometa. Na aparição de 1846, este cometa foi visto dividido em dois pedações e, nas aparições seguintes, não foi visto como objeto cometário. Uma intensa chuva de meteoros surgiu em 1872, na data em que a Terra atravessou a órbita do cometa.

Cometa Biela, por Amedee Guillemin (1868)

Nos anos que se seguiram, o uso astronômico do telescópio estava totalmente em voga. mas começava a despontar o uso da fotografia para registros e identificações de objetos. O grande cometa de 1858, Cometa Donati, foi o primeiro a ser fotografado.

Grande Cometa de 1858.

Donati (Giovanni Battista Donati – 1826 – 1873) foi o primeiro a iniciar registros de espectroscopia de cometas. Fez várias observações do cometa C/1864 N1 (Tempel), propiciando a descoberta de Carbono. Já no século XX foram muitas as descobertas sobre as composições químicas de cometas. Um episódio tornou-se clássico no retorno do Cometa Halley em 1910. a descoberta da presença do tóxico cianeto e a informação de que a Terra cruzaria sua cauda “venenosa” fez surgir uma onda de terror. isso deu um novo “gás” às superstições envolvendo os cometas.

Em 1950, Fred Whipple(1906 – 2004)propôs o modelo da “bola de neve suja” para descrever os cometas. Com o núcleo constituído basicamente de água congelada, dióxido de carbono, metano, amônia, além de poeira e rochas. Ainda em 1950 Johannes Oort (1900 – 1992) lançou a proposta de que existia um grande volume de cometas “adormecidos” em uma grande nuvem uma órbita mil vezes mais distante que Netuno. Tal nuvem faria parte do sistema solar e seria formada com material remanescente da nebulosa primordial.

Jan Oort (Universidade de Leiden)

A nuvem de Öpik-Oort não é o único reservatório de cometas, por assim dizer. Gerard Kuiper, em 1951, sugeriu existir uma região interna à Nuvem de Oort de onde viriam muitos cometas de relativo curto período. Objetos do cinturão de Edgeworth-Kuiper foram observados pela primeira vez em 1992 e a partir daí, mais de mil integrantes foram devidamente registrados.

perceber o cinturão de Kuiper ou a Nuvem de Oort não é o suficiente ainda para o total entendimento de alguns mistérios remanescentes dos cometas. No próximo post da série conheceremos um pouco sobre as ideias de sondas visitarem cometas.

Cometas: uma breve história – Parte II

Imagens Domínio Público. Licença: CC 3.0/4.0. Compilação, Tradução e Edição: Lauriston Trindade 

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