{"id":2881,"date":"2018-11-08T09:35:15","date_gmt":"2018-11-08T12:35:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/?p=2219"},"modified":"2018-11-08T09:35:15","modified_gmt":"2018-11-08T12:35:15","slug":"cameras-da-bramon-encontram-satelite-secreto-ors-5-em-orbita","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/cameras-da-bramon-encontram-satelite-secreto-ors-5-em-orbita\/","title":{"rendered":"C\u00e2meras da BRAMON encontram sat\u00e9lite secreto ORS-5 em \u00f3rbita"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresentacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2220\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresentacao.jpg?resize=300%2C215\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"215\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em um trabalho apresentado no \u00faltimo s\u00e1bado (03\/11) no 21\u00b0 ENAST, a BRAMON anunciou ter descoberto em \u00f3rbita o sat\u00e9lite ORS-5, tamb\u00e9m chamado de Sensorsat.<\/p>\n<div dir=\"auto\">A descoberta foi resultado de um trabalho conjunto entre observadores de sat\u00e9lites de v\u00e1rias partes do mundo, que inclu\u00eda Marcelo Zurita, atual diretor t\u00e9cnico da BRAMON.<\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Em mar\u00e7o deste ano (2018), foi iniciado dentro da BRAMON o piloto de um trabalho de identifica\u00e7\u00e3o de todos os objetos em \u00f3rbita detectados pelas suas c\u00e2meras. O objetivo principal \u00e9 aproveitar cientificamente esses registros como uma forma de aumentar nosso conhecimento sobre tais objetos e principalmente, ajudar nas atualiza\u00e7\u00f5es de dados orbitais de sat\u00e9lites secretos.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">E o trabalho come\u00e7ou com o p\u00e9 direito. No dia 24 de mar\u00e7o de 2018, a c\u00e2mera JPZ3\/PB em Jo\u00e3o Pessoa, registrou pela primeira vez o Sat\u00e9lite Sensorsat ou ORS-5, um sat\u00e9lite secreto americano.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Foi na verdade, um trabalho envolvendo pessoas de v\u00e1rias partes do mundo a partir de uma ideia do observador de sat\u00e9lites Charles Phillips, de Houston nos Estados Unidos. Assim que o brasileiro Marcelo Zurita, de Jo\u00e3o Pessoa, passou a contribuir com o reporte dos sat\u00e9lites registrados em suas esta\u00e7\u00f5es da BRAMON, Phillips percebeu que sua latitude era favor\u00e1vel para o registro de sat\u00e9lites em baixa \u00f3rbita e baixa inclina\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o inacess\u00edveis para os observadores americanos e europeus.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<div><b>ORS-5 (Sensorsat)\u00a0<\/b><\/div>\n<div>Talvez o melhor exemplo para sat\u00e9lites com essa caracter\u00edstica seja justamente o ORS-5. Trata-se de um sat\u00e9lite produzido pelo Laborat\u00f3rio Lincoln, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (LL\/MIT) que opera em baixa altitude (cerca de 600 Km) em uma \u00f3rbita equatorial (inclina\u00e7\u00e3o 0\u00b0).<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Lincoln-Lab-ORS-5-satellite-space-conditions-test-MIT-00.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2221\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Lincoln-Lab-ORS-5-satellite-space-conditions-test-MIT-00.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">ORS-5 durante sua montagem.<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">O ORS-5 \u00e9 dotado de um instrumento de sensoriamento \u00f3ptico de alta fidelidade, mede cerca de 1,5 m e pesa 140 kg. Integra o Programa de Reconhecimento Situacional do Espa\u00e7o Geoss\u00edncrono e tem como principal miss\u00e3o, estudar o estado dos sat\u00e9lites no cintur\u00e3o geoestacion\u00e1rio.<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/ors5-geost-512x288.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2222\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/ors5-geost-512x288.jpg?resize=300%2C169\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Ilustra\u00e7\u00e3o simplificada da atua\u00e7\u00e3o do ORS-5<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">Foi lan\u00e7ado em 26 de agosto de 2017 a partir de Cabo Canaveral, em um foguete Minotaur IV de apenas 28,3 metros de comprimento e com 4 est\u00e1gios. Em sua carga \u00fatil, ainda levava um foguete Orion 38, que funcionou como um 5\u00b0 est\u00e1gio, posicionando o ORS-5 em sua \u00f3rbita final.<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/12478-orbital_atk_minotaur_ors_5-tom_cross.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2223\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/12478-orbital_atk_minotaur_ors_5-tom_cross.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Longa exposi\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento do ORS-5<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">Desde seu lan\u00e7amento, o ORS-5 nunca mais havia sido visto pelos observadores amadores de sat\u00e9lite, at\u00e9 o dia 24 de mar\u00e7o quando foi registrado pelas c\u00e2meras da BRAMON.<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div><b>Encontrando o ORS-5<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Por operar em baixa altitude (600 Km) em \u00f3rbita equatorial, o ORS-5 torna-se inacess\u00edvel aos observadores de sat\u00e9lites em altas latitudes. Al\u00e9m disso, suas dimens\u00f5es reduzidas (150cm x 60cm) proporcionam brilho t\u00eanue ao objeto at\u00e9 mesmo nos flares (quando refletem a luz do sol diretamente na dire\u00e7\u00e3o do observador). Com isso, sua faixa de visibilidade muito estreita, mas seu trajeto \u00e9 bem definido, j\u00e1 que a cada volta na Terra ele passa sempre sobre os mesmos locais.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Em 13 de mar\u00e7o de 2018, Charles Phillips (Huston) sugere a miss\u00e3o de buscar pelo ORS-5. Cess Bassa (Holanda) e Greg Roberts (Cidade do Cabo) contribu\u00edram na defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia de busca. Coube a Marcelo Zurita (Jo\u00e3o Pessoa), o \u00fanico que teria visibilidade para o sat\u00e9lite, o apontamento da c\u00e2mera para a \u00e1rea indicada.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Todas as noites, v\u00e1rios registros de sat\u00e9lites s\u00e3o feitos pelas c\u00e2meras da BRAMON. Zurita deveria, utilizando um software especializado, identificar todos os objetos registrados por sua c\u00e2mera\u00a0 (que estava posicionada para registrar os objetos que tivessem trajet\u00f3ria equatorial) e reportar caso fosse encontrado um n\u00e3o identificado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Depois de v\u00e1rias noites sem registros de objetos desconhecidos, foi registrado um curto flare de 0,3 segundo, com magnitude 0,5 que n\u00e3o estava associado a nenhum sat\u00e9lite conhecido e que, se estivesse a 600 Km de altitude, sua latitude seria pr\u00f3xima a 0\u00b0.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\">\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/M20180403_220155_JPZ_3Pz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2225\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/M20180403_220155_JPZ_3Pz.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Composi\u00e7\u00e3o com os registros dos flares em duas noites consecutivas.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/M20180324_065549_JPZ_1Pz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2224\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/M20180324_065549_JPZ_1Pz.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Detalhe do flare associado ao ORS-5<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div>Ap\u00f3s alguns c\u00e1lculos preliminares, tudo indicava que os tr\u00eas flares haviam sido gerados pelo mesmo objeto. O relat\u00f3rio dos registros foi enviado para Cess Bassa, Ted Molczan e Mike McCants, alguns dos mais experientes observadores de sat\u00e9lites em atividade. Ambos avaliaram os dados e conclu\u00edram que se tratava realmente do ORS-5.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A partir dessas observa\u00e7\u00f5es, os par\u00e2metros orbitais do sat\u00e9lite foram calculados e disponibilizados na base de dados de sat\u00e9lites secretos mantida por Mike McCants. Essa base serve como fonte de consulta para os principais sistemas de rastreamento de sat\u00e9lites (ex:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.n2yo.com\/satellite\/?s=42921\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.n2yo.com\/satellite\/?s%3D42921&amp;source=gmail&amp;ust=1541765375564000&amp;usg=AFQjCNH29S5oTN-SwRWomWKPB_2uUZlZXQ\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.n2yo.com\/satellite\/?s=42921<\/a>).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Novos registros da ORS-5 continuam a serem feitos at\u00e9 hoje pela esta\u00e7\u00e3o BRAMON JPZ3\/PB em Jo\u00e3o Pessoa, mas at\u00e9 a presente data, nenhum outro observador no mundo todo conseguiu enxergar o ORS-5.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><b>Rastreamento de Sat\u00e9lites<\/b><\/div>\n<div>Uma boa parte dos objetos em \u00f3rbita da Terra s\u00e3o monitorados sistematicamente por observat\u00f3rios especializados espalhados pelo mundo. Suas \u00f3rbitas, suas origens e finalidades s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio p\u00fablico e com isso, eles podem ser rastreados facilmente.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Entretanto, alguns desses sat\u00e9lites integram projetos confidenciais ou secretos com os mais variados objetivos. Para as empresas ou pa\u00edses que os controlam, n\u00e3o \u00e9 interessante que eles sejam rastreados por diversos motivos. Por isso, seus dados orbitais n\u00e3o s\u00e3o divulgados pelos \u00f3rg\u00e3os oficiais. E \u00e9 nesse ponto que entra a contribui\u00e7\u00e3o dos observadores amadores. A partir da observa\u00e7\u00e3o e registro das passagens desses sat\u00e9lites, \u00e9 poss\u00edvel calcular seus dados orbitais e torn\u00e1-los rastre\u00e1veis para os outros observadores ao redor do mundo. Assim, aqueles objetos luminosos vistos pouco ap\u00f3s o p\u00f4r do Sol ou antes do amanhecer, passam a ser facilmente identific\u00e1veis, deixam de ser OVNIs.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: right;\">Imagens: Internet CC 3.0; Marcelo Zurita. Texto: Marcelo Zurita. Edi\u00e7\u00e3o: Lauriston Trindade<\/div>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"wpm_excerpt clearfix\"><p>Em um trabalho apresentado no \u00faltimo s\u00e1bado (03\/11) no 21\u00b0 ENAST, a&hellip;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":20,"featured_media":2602,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[14],"tags":[10,143,144],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresentacao.jpg?fit=835%2C599","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2881"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2881"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2881\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2602"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}