{"id":1318,"date":"2017-12-29T21:33:45","date_gmt":"2017-12-30T00:33:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/?p=1318"},"modified":"2017-12-29T21:33:45","modified_gmt":"2017-12-30T00:33:45","slug":"revolucao-no-estudo-de-meteoros-bramon-descobre-mais-97-novos-radiantes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/revolucao-no-estudo-de-meteoros-bramon-descobre-mais-97-novos-radiantes\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o no Estudo de Meteoros &#8211; BRAMON Descobre Mais 97 Novos Radiantes"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ANO DE 2017 foi um ano muito especial para a BRAMON. Al\u00e9m de um ano repleto de novas ades\u00f5es ao grupo, foi um ano em que n\u00e3o faltaram conquistas. S\u00f3 para lembrar as principais delas:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Mar\u00e7o &#8211; Registro do Gigantic Jet &#8211; pela primeira vez no Brasil este fen\u00f4meno foi registrado em v\u00eddeo. Com uma riqueza de detalhes impressionante, as imagens captadas pelo estudante de meteorologia Diego Rhamon rapidamente chamaram a aten\u00e7\u00e3o de todos no Brasil e no mundo.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Mar\u00e7o &#8211; Primeiros Radiantes descobertos por brasileiros &#8211; pouco tempo depois, recebemos da Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional a confirma\u00e7\u00e3o das chuvas de meteoros Epsilon Gruids e August Caelids, as primeiras descobertas por brasileiros, fruto de um intenso trabalho de aprendizado e c\u00e1lculos matem\u00e1ticos.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Junho &#8211; 23 Novos Radiantes Descobertos &#8211; a Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional confirma, de uma s\u00f3 vez, 23 novos radiantes descobertos pela BRAMON. <\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Setembro &#8211; Participa\u00e7\u00e3o no IMC em Petnica &#8211; o maior e mais importante evento internacional sobre meteoros, a IMC recebeu Lauriston Trindade, que apresentou a BRAMON, seus trabalhos e suas descobertas. Tudo isso gra\u00e7as a uma mobiliza\u00e7\u00e3o nacional que levantou fundos para custear a viagem.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Dezembro &#8211; Primeiro Registro de Impacto Lunar Confirmado feito a partir do Brasil &#8211; ap\u00f3s a mobiliza\u00e7\u00e3o de uma campanha nacional para observa\u00e7\u00e3o de impactos lunares, dois membros da BRAMON conseguiram, pela primeira vez na hist\u00f3ria, registrar e confirmar em v\u00eddeo um impacto de um meteoroide na Lua.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 21, a IAU validou e divulgou na p\u00e1gina do Meteor Data Center, novos 74 radiantes propostos pela BRAMON e logo depois, no dia 29, mais 23, totalizando 97 novos radiantes aprovados em dezembro e 122 no ano de 2017. E isso n\u00e3o significava apenas mais novas descobertas, isso significava que est\u00e1 em curso uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no estudo de meteoros. E nessa revolu\u00e7\u00e3o, o Brasil vem tendo um papel de destaque.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1319\" style=\"width: 950px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1319\" data-attachment-id=\"1319\" data-permalink=\"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/bom_para_2017_b\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?fit=1500%2C750\" data-orig-size=\"1500,750\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Bramon2017\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?fit=300%2C150\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?fit=854%2C427\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-1319\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b-1024x512.jpg?resize=854%2C427\" alt=\"\" width=\"854\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?resize=1024%2C512 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?resize=300%2C150 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?resize=768%2C384 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?w=1500 1500w\" sizes=\"(max-width: 854px) 100vw, 854px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1319\" class=\"wp-caption-text\">Bramon2017<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eis que 2017 ainda reservava mais not\u00edcias boas. No apagar das luzes deste ano de sucesso, recebemos nova valida\u00e7\u00e3o da IAU. Ultrapassamos a marca de novos radiantes descobertos. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas vamos detalhar como a \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d come\u00e7ou.<\/span><\/p>\n<h3>A REVOLU\u00c7\u00c3O<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na verdade, essa revolu\u00e7\u00e3o se inicia com a crescente participa\u00e7\u00e3o de astr\u00f4nomos amadores no monitoramento e estudo dos meteoros. Essa tend\u00eancia teve in\u00edcio h\u00e1 uns 20 anos atr\u00e1s nos Estados Unidos, Jap\u00e3o e notadamente na Europa, onde diversas redes formadas por astr\u00f4nomos amadores de v\u00e1rios pa\u00edses se uniram e formaram a Edmond.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, esse movimento foi ensaiado durante alguns anos, mas s\u00f3 ganhou corpo com o surgimento da BRAMON h\u00e1 apenas 4 anos. Mas a ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos simples e equipamentos de baixo custo fez com que a BRAMON crescesse rapidamente tornando-se hoje uma das maiores redes de observa\u00e7\u00e3o de meteoros do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro fator importante \u00e9 a pol\u00edtica de dados abertos adotados por grandes redes, inclusive a BRAMON. Com isso, os dados dos meteoros registrados por essas redes podem ser acessados facilmente e utilizados em outras pesquisas, desde que mantidos os devidos cr\u00e9ditos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por \u00faltimo, a evolu\u00e7\u00e3o da capacidade de processamento dos computadores atuais permite a avalia\u00e7\u00e3o de grande volume de dados, assim, cada meteoro registrado em v\u00eddeo nos 20 anos da hist\u00f3ria do videomonitoramento pode ser utilizado na busca de agrupamentos que caracterizam uma chuva de meteoros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Juntando todos esses fatores ao trabalho de um time capacitado, com habilidades diversas e extremamente unido e n\u00f3s temos todos os ingredientes para iniciar uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h3>No PRINC\u00cdPIO&#8230;<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio de 2017, a BRAMON estava envolvida em um esfor\u00e7o para tentar validar matematicamente suas primeiras chuvas de meteoros. Havia sido percebido atrav\u00e9s de an\u00e1lise visual uma concentra\u00e7\u00e3o de radiantes de meteoros na Constela\u00e7\u00e3o do Grou. Durante esse esfor\u00e7o, perceberam-se tamb\u00e9m outros poss\u00edveis agrupamentos, mas diante da complexidade dos c\u00e1lculos e de uma certa inexperi\u00eancia no assunto, enviamos e tivemos validadas nossas duas primeiras chuvas de meteoros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 durante esse primeiro esfor\u00e7o, ficou claro para n\u00f3s a necessidade de se automatizar o processo de separa\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis candidatos a novos radiantes. T\u00ednhamos tamb\u00e9m algumas boas ideias para busca pelos novos radiantes em nossa base, mas como todas as boas ideias, s\u00e3o apenas boas ideias, se ningu\u00e9m as transformar em realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi nesse momento que entrou para nosso grupo de pesquisa o Leonardo Amaral, e gra\u00e7as ao trabalho dele, toda essa hist\u00f3ria come\u00e7ou a se tornar realidade. E uma realidade que foi muito al\u00e9m das nossas melhores expectativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Utilizando algoritmos m\u00e9todos de valida\u00e7\u00e3o consagrados, foi criado um software capaz de analisar uma imensa base, reunindo dados das bases abertas de todo o mundo, e identificar os agrupamentos de meteoros com radiantes pr\u00f3ximos. E atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise mais detalhada, separar todos os meteoros com \u00f3rbitas semelhantes e executar testes de valida\u00e7\u00e3o para comprovar a nova chuva. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em junho de 2017, tivemos os primeiros resultados dessa nova metodologia. O momento que chamamos de Brazilian Storm, a valida\u00e7\u00e3o de 23 novos radiantes validados pela IAU, pode ter sido o in\u00edcio, de fato, dessa revolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquele momento, ainda entre n\u00f3s, haviam muitos questionamentos. Algumas chuvas pareciam t\u00e3o evidentes que nos pergunt\u00e1vamos: Ser\u00e1 que isso tudo est\u00e1 certo? Como ningu\u00e9m viu isso antes? O argumento era a matem\u00e1tica, os m\u00e9todos j\u00e1 consagrados que est\u00e1vamos usando, e uma frase que certa vez foi dita por Leonardo: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em>&#8220;N\u00e3o existem meteoros espor\u00e1dicos&#8221;<\/em> Leonardo Amaral<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Evidentemente isso n\u00e3o \u00e9 um fato cient\u00edfico, nem devemos ter como m\u00e1xima. Mas \u00e9 um contraponto a um paradigma que talvez estivesse esperando para ser quebrado e, s\u00f3 assim, a busca por novos radiantes ganharia um novo combust\u00edvel. A ci\u00eancia \u00e9 feita em cima de fatos, de dados e de experimentos. Mas as vezes, precisa de inspira\u00e7\u00e3o para se mover.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi preciso esperar at\u00e9 setembro para que todas essas d\u00favidas se transformassem em confian\u00e7a. A calorosa recep\u00e7\u00e3o que o Lauriston teve em Petnica durante a Confer\u00eancia Internacional de Meteoros e o feedback que tivemos da comunidade cient\u00edfica nos deram o aval e um enorme incentivo para nossos estudos. Uma frase de Regina Rudawska, resume o sentimento deles:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><em>&#8220;Os radiantes de fato existem e todos sabiam que eles estavam l\u00e1. Mas n\u00e3o consegu\u00edamos enxerg\u00e1-los porque n\u00e3o se pode obter resultados novos usando m\u00e9todos antigos&#8221;<\/em>\u00a0Regina Rudawska<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mais interessante \u00e9 que Rudawska n\u00e3o se referia aos primeiros 25 radiantes que j\u00e1 estavam aprovados. Ela falava de um reporte de 75 novos radiantes que ela tinha em m\u00e3os. Hav\u00edamos enviado esse reporte em junho e ela e os demais membros do MDC ainda estava analisando. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E agora, neste dia 26 de dezembro, entendemos porque essa resposta demorou tanto. Em uma \u00fanica atualiza\u00e7\u00e3o da base de dados da MDC foram inclu\u00eddos 181 novos radiantes, e entre eles, 74 propostos pela BRAMON e outros 106 propostos por Peter Jenniskens, um dos maiores estudiosos da \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a\u00ed, quando todos achavam que o ano havia acabado, no momento em que eu escrevia esse texto, neste dia 29 de dezembro, eis que surgem na lista de radiantes da IAU novos 23 radiantes propostos pela BRAMON. Tratam-se de radiantes em que estamos trabalhando desde junho e submetemos agora em dezembro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre esses radiantes aceitos no m\u00eas de dezembro, destaca-se o \u201c27 Comae Berenicids\u201d, que foi descoberto por Carlos Di Pietro a partir de uma pesquisa reversa. J\u00e1 haviam alguns trabalhos sugerindo a exist\u00eancia de uma chuva de meteoros associada ao Meteorito Pribram que caiu na antiga Tchecoslov\u00e1quia em 1959. Agora, utilizando essa incr\u00edvel ferramenta desenvolvida pelo Leonardo Amaral, Di Pietro conseguiu isolar e validar 21 meteoros com \u00f3rbita id\u00eantica \u00e0 \u00f3rbita calculada para o meteorito Pribram, confirmando assim a exist\u00eancia de uma chuva de meteoros associada a ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com todas essas descobertas, a BRAMON se consolida no estudo de v\u00e1rios campos da Ci\u00eancia dos meteoros. Desde as primeiras proposi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, ainda feitas por Chladni, (s\u00e9culo XVIII) at\u00e9 a inclus\u00e3o de 122 chuvas de meteoros na lista oficial, houve diversas ramifica\u00e7\u00f5es de entendimento e experimenta\u00e7\u00e3o sobre os meteoros. O que a BRAMON fez n\u00e3o foi nada mais que reunir todo o cabedal de conhecimentos adquiridos por gera\u00e7\u00f5es de entusiastas e cientistas. Digerir e internalizar tais conhecimentos e \u00a0transform\u00e1-los em um produto palp\u00e1vel e s\u00f3lido, em contraste com a pr\u00f3pria natureza de seus objetos de estudo: fugidios, ef\u00eameros e transit\u00f3rios. <\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"wpm_excerpt clearfix\"><p>O ANO DE 2017 foi um ano muito especial para a BRAMON.&hellip;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":72,"featured_media":1319,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[5],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/bom_para_2017_b.jpg?fit=1500%2C750","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1318"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/72"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1319"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}