{"id":1098,"date":"2018-01-30T08:50:40","date_gmt":"2018-01-30T11:50:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/?p=1098"},"modified":"2018-01-30T08:50:40","modified_gmt":"2018-01-30T11:50:40","slug":"a-bramon-e-o-fluxo-de-trabalho-colaborativo-interludio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/a-bramon-e-o-fluxo-de-trabalho-colaborativo-interludio\/","title":{"rendered":"A BRAMON e o fluxo de trabalho colaborativo &#8211; Interl\u00fadio"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg\"><img data-attachment-id=\"1352\" data-permalink=\"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/peacock\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?fit=1500%2C800\" data-orig-size=\"1500,800\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;PENTAX K20D&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1239724169&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;50&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;320&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0,005&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"peacock\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?fit=300%2C160\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?fit=854%2C455\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1352\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock-300x160.jpg?resize=300%2C160\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?resize=300%2C160 300w, https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?resize=1024%2C546 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?resize=768%2C410 768w, https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?w=1500 1500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8211; Argus &#8211;<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s muitas noites de inatividade, a Esta\u00e7\u00e3o MPE1 reabriu seu olho de sil\u00edcio. Localizada no extremos nordeste do Brasil, a pouco quil\u00f4metros do Oceano Atl\u00e2ntico e enclausurada por dois pared\u00f5es de serras.<br \/>\nEra noite diferenciada. Desde o final de dezembro de 2015, sucessivas noites nubladas emba\u00e7aram minha vis\u00e3o do c\u00e9u. Conjun\u00e7\u00f5es, cometas, oposi\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias&#8230; Meteoros. Tudo desfilava acima do tapete misto de cirrus, c\u00famulos ou mesmo era ofuscado pelas descargas dos CB&#8217;s. Vivo numa regi\u00e3o de climatologia ex\u00f3tica. Somos a \u00fanica regi\u00e3o equatorial do planeta onde impera o clima semi-\u00e1rido. Isto, fruto da din\u00e2mica dos ventos e do formato de nosso continente sul americano. Fui exilado do c\u00e9u. Em contrapartida, vi a BRAMON ampliar sua vis\u00e3o para mais e mais estados no pa\u00eds. Novos operadores, novas esta\u00e7\u00f5es, novas parcerias. Do Maranh\u00e3o ao Rio Grande do Sul. De Mato Grosso \u00e0 Para\u00edba, estamos em busca de refor\u00e7ar nossa identidade com a Ci\u00eancia e com o trabalho em equipe. Somos um grupo poderoso e que muitas vezes n\u00e3o tem tanta no\u00e7\u00e3o deste poder. Temos produzido material \u00e0s vezes mais precisos que qualquer meteorito. Isto porque, muitas vezes, temos experimentado o desenvolvimento de t\u00e9cnicas, modelos de gest\u00e3o e de avalia\u00e7\u00e3o de resultados que, a\u00ed sim, ser\u00e3o utilizados &#8220;at\u00e9&#8221; para a busca de meteoritos.<br \/>\nNa semana passada remontei a esta\u00e7\u00e3o. mas n\u00e3o a deixei em sua posi\u00e7\u00e3o definitiva. Montei a c\u00e2mera num trip\u00e9 fotogr\u00e1fico, mexi em seus ajustes de f\u00e1brica, lambi os pixels em busca de um melhor foco, apontei para o azimute 130\u00ba, eleva\u00e7\u00e3o de 45\u00ba. Acionei o computador. Estava deveras esperan\u00e7oso com a transpar\u00eancia da noite. Marte, Saturno e Antares formavam um trio amarelo avermelhado no meu c\u00e9u leste. A Lua estava prestes a nascer. Sem sono fiquei adiantando coisas da faculdade e do trabalho. &#8220;Detecting&#8221; acionado. Vaga-lumes, Corujas, mariposas, morcegos&#8230; V\u00e1rios rastros que eu j\u00e1 conhecia e que geravam falsos positivos. Mas, ainda antes da meia noite, os meteoros surgiram. A maioria vindos do Sul. Tratei de fazer a m\u00e1scara e j\u00e1 fui analisando os que podia. Por volta de duas da manh\u00e3, fui dormir. Acordei as cinco e doze. Desliguei todo o sistema manualmente. Terminei a an\u00e1lise dos demais meteoros da noite. Foram sete no total. Organizei tudo e fiz o upload para o servidor BRAMON.<br \/>\nNa mesma manh\u00e3,\u00a0<a class=\"profileLink\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/zurita.marcelo?fref=mentions\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100006644138970&amp;extragetparams=%7B%22fref%22%3A%22mentions%22%2C%22directed_target_id%22%3A1509841535944405%7D\" data-hovercard-prefer-more-content-show=\"1\">Marcelo Zurita<\/a>\u00a0avisou que ele havia registrado um meteoro na mesma posi\u00e7\u00e3o de tempo que eu. Se a an\u00e1lise se confirmasse, ter\u00edamos a primeira \u00f3rbita determinada em conjunto por esta\u00e7\u00f5es da Para\u00edba e Cear\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg\"><img data-attachment-id=\"1355\" data-permalink=\"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/pareamento\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?fit=960%2C594\" data-orig-size=\"960,594\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"pareamento\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?fit=300%2C186\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?fit=854%2C528\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1355\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento-300x186.jpg?resize=300%2C186\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?resize=300%2C186 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?resize=768%2C475 768w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?resize=353%2C220 353w, https:\/\/i0.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pareamento.jpg?w=960 960w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Proje\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita entre as esta\u00e7\u00e3o de Maranguape(CE) e Jo\u00e3o Pessoa (PB)<\/p>\n<p>A BRAMON possui enorme hist\u00f3rico de pareamentos entre diversas combina\u00e7\u00f5es de esta\u00e7\u00f5es. Algumas \u00f3rbitas puderam ser refinadas a partir de capturas m\u00faltiplas. O que estava diante de nossos olhos n\u00e3o era a primazia de pareamentos. A extens\u00e3o do refor\u00e7o ao trabalho em equipe se materializava mais uma vez ali.<br \/>\nObviamente nem todas as esta\u00e7\u00f5es tem seus pares. N\u00e3o imediatamente. Mas vale todo esfor\u00e7o em expandir a rede de forma a coordenar as esta\u00e7\u00f5es com pares, trios, quartetos&#8230; Isto oferece uma din\u00e2mica est\u00e9tica \u00e0s capturas, quando se trata de eventos de fragmenta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m oferece maior acur\u00e1cia para determinar as \u00f3rbitas originais do meteoros e, em caso de eventual queda, facilita a determina\u00e7\u00e3o da zona de impacto. Tal exerc\u00edcio de trabalho em conjunto oferece responsabilidades tamb\u00e9m. Sua esta\u00e7\u00e3o passa a integrar, legitimamente, a um Rede. Sem ela, uma lacuna no espa\u00e7o se abre.<br \/>\nO que a BRAMON faz \u00e9 Ci\u00eancia. Um modo de obter conhecimento que requer melhorias cont\u00ednuas na leitura do Universo. Assim, n\u00e3o basta que tenhamos cem olhos, como o mitol\u00f3gico Argus. Temos que distribuir nosso olhar ao passado, que construiu a BRAMON. Mas tamb\u00e9m devemos olhar o futuro: com os desafios de uma rede mundial para difus\u00e3o cient\u00edfica. Que os olhos da BRAMON sejam sempre ativos. N\u00e3o queremos que sejam apenas os decorativos olhos na cauda de um pav\u00e3o m\u00edtico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Texto originalmente escrito em 1\u00ba de maio de 2016. Lauriston Trindade*<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">*Lauriston Trindade \u00e9 graduando em F\u00edsica pela Universidade Estadual do Cear\u00e1, integrante da BRAMON desde 2015. Co-descobridor de chuvas de meteoros e membro da IMO (International Meteor Organization).<\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"wpm_excerpt clearfix\"><p>&#8211; Argus &#8211; Ap\u00f3s muitas noites de inatividade, a Esta\u00e7\u00e3o MPE1 reabriu&hellip;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":71,"featured_media":1352,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[5],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i1.wp.com\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/peacock.jpg?fit=1500%2C800","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1098"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/users\/71"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1098"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1098\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1352"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.bramonmeteor.org\/bramon\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}