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BRAMON | Histórico
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Histórico

Pequeno resumo do monitoramento eletrônico de meteoros no Brasil.

Desde meados da década de 2000, alguns interessados no estudo de meteoros e meteoritos vinham tentando criar sistemas eficientes de monitoramento de meteoros no Brasil.
A primeira notícia que se conhece sobre uma iniciativa de se criar um equipamento economicamente viável para o monitoramento do céu data de maio de 2004, no grupo de discussão da Rede de Astronomia Observacional (REA), onde foi colocada a ideia de criação de uma solução usando câmeras All-Sky, levantada pelo engenheiro e astrônomo amador Cristóvão Jacques, do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG).

Esta primeira mensagem, interna à REA despertou o interesse de alguns colegas, porém dada a dificuldade de se encontrar exemplos economicamente viáveis para a montagem do equipamento, acabou por ficar dormente dentro da rede, até que, no ano de 2006, até onde se sabe, ocorreu a primeira tentativa de se criar um sistema funcional, partindo da Dra. Maria Elizabeth Zucolotto, pesquisadora e curadora do acervo de meteoritos do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Neste ano, a Dra. Elizabeth iniciou as pesquisas para a criação da primeira câmera “all sky” com o objetivo de monitorar a entrada de meteoros e com a intenção de formar uma rede nacional para monitorar a possível queda de meteoritos, sua área de interesse e da qual é reconhecidamente a maior especialista no país.

Em 2007, a Dra. Elizabeth divulgou a iniciativa no 8º ENAST (Encontro Nacional de Astronomia) durante um workshop intitulado “Monitorando o céu com uma câmera all-sky”

Desta apresentação, outros interessados começaram a estudar a possibilidade de se criar uma rede nacional de monitoramento de meteoros, sendo que o primeiro projeto funcional foi iniciado pelo astrônomo amador André Izecson, do Clube de Astronomia de São Paulo (CASP) e levado a conhecimento via internet a vários colegas membros da REA, no dia 20 de maio de 2008, quando o mesmo relatou o sucesso das primeiras observações realizadas pela equipe do CASP da chuva de meteoros Eta-Aquarideos. A partir daí iniciou-se a construção de um segundo protótipo de São Paulo e de ao menos mais duas câmeras, uma no Distrito Federal, por Marcelo Domingues do CAsB (Clube de Astronomia de Brasília) e uma em Minas Gerais, por Cristóvão Jacques (CEAMIG) sendo que dias depois foi lançada dentro da REA o projeto de criação de uma rede nacional de monitoramento de meteoros.

Esta ideia prosperou parcialmente com a criação e ativação do protótipo do Distrito Federal, ainda em 2008, e a apresentação no 10º ENAST, em Maceió, do projeto da rede através do artigo “Criação de uma rede brasileira de câmeras de vídeo automáticas para observação de meteoros“, escrito por André Izecson (CASP/REA), Cristovão Jacques (CEAMIG/REA) e Antônio Coelho (CAsB/REA), além da apresentação do trabalho ATM “Aspectos construtivos de uma câmera All Sky“, por Marcelo Domingues (CAsB/REA), que atraíram a atenção de vários interessados.  Mesmo com a ativação de outras câmeras nos nos posteriores, como a do astrônomo amador Denis Zoqbi, em São Paulo ou a do Clube de Astronomia Louis Cruls (CALC) em Campos dos Goytacazes- RJ, o projeto de criação da rede nacional de câmeras All Sky não prosperou, dadas as dificuldades técnicas e elevado custo.


Nascimento da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros

Somente no ano de 2013 uma nova tentativa de se realizar estudos para criação de uma rede de monitoramento de meteoros foi iniciada pelos astrônomos amadores André Moutinho, Carlos Augusto di Pietro Bella e Eduardo Plácido Santiago, sendo que, no final do mesmo ano, Eduardo Plácido iniciou contatos com redes de monitoramento já consolidadas da Europa, mais precisamente com a UKMON, do Reino Unido e com a CEMeNt/EDMOND.

A partir desses contatos e com a inestimável ajuda dos especialistas Roman Piffl e Jakub Koukal, iniciou-se a implantação da rede que viria a ser conhecida inicialmente por REMIM (Rede de Monitoramento Integrado de Meteoros), a partir de um grupo de discussão no Facebook.

Baseado no sucesso do contato de Eduardo Plácido junto às redes europeias e em contato com Carlos di Pietro e Renato Poltronieri, é a vez da cidade de Nhandeara iniciar a instalação de uma câmera (a 3ª do país) em 09 de janeiro de 2014. A estação de Nhandeara-SP (Renato Cássio Poltronieri), começa então a monitorar e registrar meteoros. Estes primeiros registros foram analisados por Renato e Eduardo. Era a Rede brasileira em seu estágio embrionário. As estações estavam assim distribuídas: São Vicente-SP (Eduardo Plácido Santiago), Goiânia-GO (Carlos Augusto di Pietro Bella) e Nhandeara-SP (Renato Cássio Poltronieri). André Moutinho cria um grupo específico para congregar todos que no passado tiveram interesse na montagem de uma rede de monitoramento, além de novos interessados. Nasce o atual grupo da BRAMON no facebook. Com a chegada de André Moutinho, o início da Rede foi consolidado.

O primeiro pareamento entre estações aconteceu em 25 de janeiro de 2014, entre a  estação em Mogi das Cruzes – SP, operada pelo astrônomo amador Marco Mastria e a estação de São Sebastião de Eduardo Santiago, onde também ocorreu a primeira triangulação da entrada na atmosfera de um meteoro no país. Em fevereiro do mesmo ano, um grande bólido sobre o estado de São Paulo foi registrado pelas câmeras, dando grande visibilidade aos primeiros resultados da rede, sendo notícia em jornais locais e no site Apollo11, o que alavancou a divulgação da recém criada BRAMON (nome sugerido pelo astrônomo Julio Lobo, do Observatório Municipal de Jean Nicolini, em Capinas-SP), trazendo novos interessados em instalar estações de monitoramento.

Em 16 de março de 2014, a BRAMON foi apresentada no hangout “Astronomia ao Vivo” onde vários operadores da rede, entre eles Renato Cássio Poltronieri, Marco Mastria, Cristóvão Jacques, Eduardo Plácido e Carlos di Pietro se fizeram presentes para explicar como funcionava a rede e em 12 de abril do mesmo ano, foi apresentada no 7º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, em Campos dos Goytacases – RJ.

A partir daí a rede passou a crescer em organização, numero de participantes e colaboradores, sempre contando com a inestimável ajuda dos colaboradores da UKMON, CEMeNt e EDMOND, além do trabalho voluntário de vários de seus membros, tendo seus trabalhos divulgados na imprensa e os resultados de suas observações reconhecidos.

Porém, no início de 2015, uma cisão causada por divergências quanto ao formato de administração da rede fez com que, por motivos de direitos autorais, a BRAMON perdesse o website que usava até o momento e todos os sistemas agregados, além de seu canal no Youtube e logotipo, o que até certo ponto, limitou seu crescimento, uma vez que o único canal de comunicação que permaneceu ativo foram os grupos no Facebook.

Agora, depois de alguns meses de esforço, novos sistemas estão sendo criados para retomar o trabalho de concentração dos dados produzidos pelas estações da rede, além do novo website, canal no youtube e novo logotipo, dando um novo fôlego a rede para que retome seu crescimento e volte a colaborar de forma mais eficiente nas pesquisas sobre meteoros no hemisfério sul.