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BRAMON | Chuva de Meteoros Quadrantídeos – Radiomonitoramento BRAMON
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Chuva de Meteoros Quadrantídeos – Radiomonitoramento BRAMON

A BRAMON inicia 2017 registrando uma das mais intensas chuvas de meteoros do ano. Os Quadrantídeos, como são chamados,  surgem no céu com 42km/s, sendo considerados de média velocidade. Com declinação de +49, esta chuva possui um radiante muito ao norte no céu. Assim, para os observadores do hemisfério sul é bastante difícil o registro visual.

Somem-se a isso os fatores: a chuva dos Quandrantídeos possui uma estreita janela de observação, algo como seis horas. Além do que o horário do máximo, para este ano, estava em 14UTC, isto é, dia no Brasil. Todos estes fatores juntos tornaram a primeira chuva intensa do ano de 2017 num ótimo desafio para observar e registrar.

Felizmente, a robustez da BRAMON tem melhorado dia a dia e, mesmo com estes fatores complicadores, várias estações em videos, conseguiram “capturar” alguns deste meteoros fugidios em nossa REDE.

Um grande passo para o registro de chuvas de meteoros diurnas foi o estabelecimento, desde o dia 5 de dezembro de 2016, das atividades de radiomonitoramento ostensivo na BRAMON. O primeiro teste ocorreu com a chuva de meteoros Geminídeos, onde a estação MPE/BRAMON, localizada em Maranguape, no Ceará, abriu broadcast na noite de 12 de dezembro de 2016. O link para o audio da transmissão está no final deste post.

Com a rápida expansão do radiomonitoramento, chegamos a 2017 com quatro estações em operação. Três destas estão enviando dados para o projeto RMOB (http://www.rmob.org/index.php?lng=en) e figuram na página Live Meteor Observatory’s On Line (http://www.rmob.org/livedata/main.php). As estações estão dispostas no país como mostra a figura 1.

Figura 1.

Lauriston Trindade – Maranguape/CE

Gustavo Maia – Goiânia/GO

Alfredo Dal’Ava – Sumaré/SP

Carlos Jung – Taquara/RS

     Foi muito bom perceber, após o tratamento preliminar de dados, que mesmo a estação CFJ, localizada em Taquara-RS, conseguiu registrar aumento de atividade de meteoros na hora prevista para o máximo. O motivo desta felicidade, é o fato de que, estando localizada a quase 30º de latitude Sul, ainda foi possível a captação de sinais provenientes dos meteoros QUA. A figura 2 mostra os gráficos de registros para as três estações que atualizam no RMOB.

Figura 2

     Assim, uma chuva de meteoros aparentemente inacessível produziu inúmeros dados que, devidamente tratados, renderão uma melhor percepção da dinâmica orbital, largura de feixe de detritos, sensibilidade dos equipamentos de recepção e influência da latitude nos registros.

     Estão previstas mais três estações de radioastronomia, com ênfase em radiomonitoramento de meteoros da BRAMON (janeiro/17). Diariamente, temos recebido perguntas sobre o funcionamento do sistema, suas aplicações, vantagens e desvantagens.

     Se você tem interesse em integrar uma das maiores redes de monitoramento de meteoros do mundo, entre em contato. Hoje atuamos em três frentes: observação visual, monitoramento em vídeo e monitoramento em rádio. Uma destas três modalidades poderá se encaixar no seu interesse em produzir e difundir conhecimentos científicos.

Bons céus a todos.

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Link para o broadcast BRAMON – Geminídeos 2016: https://www.youtube.com/watch?v=SclrL8sBits  

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