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BRAMON | Bramon na mídia: Tempestade gera fenômeno raro em Brasília
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Bramon na mídia: Tempestade gera fenômeno raro em Brasília

Apesar dos transtornos causados pela tempestade que atingiu o Distrito Federal na noite da última terça-feira, a forte chuva possibilitou o registro de sprites no céu de Brasília. Considerado raro, o fenômeno gerado por descargas elétricas foi fotografado por Carlos Augusto Di Pietro, pesquisador da Bramon (Brazilian Meteor Observation Network).

De acordo com o especialista, os sprites (relâmpagos mesosféricos) se assemelham aos raios comuns, mas, ao invés de atingirem o solo, acontecem na atmosfera. Carlos afirmou que o fenômeno pode chegar a altitudes de até 80 quilômetros acima das nuvens. “Quase no espaço”, explicou.

O pesquisador informou que os sprites não são muito conhecidos porque, normalmente, não são vistos a olho nu. “São muito rápidos, duram milissegundos”, disse. “O primeiro registro ocorreu recentemente, em 1989. Aconteceu casualmente. A imagem foi registrada de um balão, na estratosfera”, completou.

Carlos já havia capturado imagens de sprites antes. Ele afirmou que, quando ocorre uma descarga muito grande de energia de uma nuvem normal, o fenômeno pode ocorrer no topo dela. “A quantidade de energia nesse tipo de descarga é maior do que a que há nos relâmpagos comuns”, comentou.

Fênomeno aconteceu durante a tempestade que atingiu o DF

Foto: Carlos Augusto Di Pietro/Facebook / Reprodução

Apesar de o fenômeno ter ocorrido em Brasília, as imagens foram capturadas em Goiânia, capital de Goiás, por volta das 23h30 de ontem. O aparelho utilizado foi uma câmera de segurança. “Ela tem uma sensibilidade luminosa mais alta. Utilizamos também para a captura de imagem de meteoros. Não é um aparato científico complexo”, brincou. “O que é interessante também é que as formas deles, ao contrário das do raio comum, de zigue-zague, são muito distintas e variam cada vez que eles acontecem”, acrescentou.

Carlos destacou o poder dos sprites e afirmou que eles podem afetar o topo da atmosfera a milhares de quilômetros de distância da origem do raio. O fenômeno produz também uma grande descarga de ozônio quando se forma, gerando um aumento momentâneo da proteção contra os raios ultravioleta. Segundo o pesquisador, ainda não se sabe se ele é prejudicial à aviação, nem se afeta os aparelhos elétricos de alguma maneira.

Fonte: Terra

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